O crescimento das exportações do Paraná foi colocado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, como um dos fatores que levou o país a atingir a meta de exportações do Governo Federal 22 meses antes do prazo estipulado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou seja, US$ 100 bilhões. "Nada disso seria possível sem o trabalho incansável de vocês. Essa vitória também é do Governo do Estado do Paraná, que viu no comércio exterior uma grande oportunidade de renda e emprego", declarou Furlan.

As exportações do Paraná atingiram US$ 9,4 bilhões em 2004, um crescimento de 31,4% em relação ao ano anterior. Com este resultado, o superávit da balança comercial do Estado ficou em US$ 5,4 bilhões, o que representou um aumento de 46,4% sobre 2003 e passou a representar 16% do saldo brasileiro. Já as importações cresceram 15,50%, ficando em US$ 4,026 bilhões, o que gerou um superávit de US$ 5,37 bilhões, 46,44% superior ao de 2003.

Segundo o ministro, o Governo do Paraná "não poupou esforços com o objetivo de estimular o empresário a vender seu produto o mercado internacional". Um dos destaques no intercâmbio foi a ampliação do comércio com a China, que tem sido o segundo maior comprador dos produtos exportados pelo Paraná. Em 2004, as exportações do Estado aos chineses alcançaram a marca de US$ 1,114 bilhão.

Além da alta nas exportações para a China, o Paraná também vendeu mais para Argentina, Alemanha, Irã e França. No caso da Argentina, a retomada da economia do país vizinho fez com que as vendas crescessem 91,10%, subindo de US$ 321 bilhões, em 2003, para US$ 613 bilhões. Já o Irã, que subiu da nona para quinta posição entre os parceiros paranaenses, importou US$ 463 milhões, especialmente com embarques de milho e soja.

O relacionamento comercial com a França também foi puxado pela venda de produtos básicos, mas a exportação de motores tem parcela significativa nos US$ 424 milhões exportados aos franceses. Atualmente o país é o sexto no ranking dos parceiros comerciais paranaenses, quatro posições acima em relação a 2003.

Também houve crescimento significativo nas exportações a países que não eram tradicionais compradores de produtos paranaenses. Para a Polônia, o Paraná exportou US$ 32,6 milhões contra US$ 2 milhões em 2003. Já a Venezuela, ampliou as compras com o Paraná de US$ 28 milhões, em 2003, para US$ 120 milhões. O mesmo aconteceu com Portugal, que cresceu 127%, saindo de US$ 51 milhões para US$ 115 milhões.