Detroit EUA 07 (AE-AP) – A americana General Motors (GM), maior fabricante de automóveis do mundo, anunciou hoje que diminuirá os salários de seu presidente e de seus altos executivos e que reduzirá pela metade o dividendo anual, que cairá para US$ 1 por ação. Com o corte do dividendo – a primeira vez em mais de treze anos em que a GM opta por uma medida desse tipo -, a expectativa é que a empresa consiga economizar cerca de US$ 565 milhões por ano.

A empresa de Detroit planeja, além disso, reduzir as prestações dos planos de saúde de seus funcionários e estuda fórmulas para reestruturar seu atual plano de aposentadorias. A companhia teve um prejuízo líquido de US$ 8,6 bilhões no ano passado, diante dos custos maiores, da perda de competitividade no mercado americano e da queda das vendas de seus veículos utilitários.

A montadora espera que as medidas anunciadas hoje a ajudem a sair dos números vermelhos. "Estas são decisões difíceis, que exigem sacrifícios de nossos empregados, acionistas, aposentados e nossos altos executivos", afirmou em comunicado o presidente da GM, Rick Wagoner.

Como parte do plano, Wagoner terá seu salário reduzido pela metade, enquanto os três vice-presidentes da empresa (John Sucedi, Robert Lutz e Fritz Henderson) sofrerão um corte salarial de 30%. Além disso, a empresa automobilística também não pagará bônus em dinheiro a seus diretores globais por desempenho trabalhista em 2005.