A gerente financeira da agência SMP&B, Simone Vasconcelos, disse que o dinheiro repassado a parlamentares e assessores foram contabilizados como "empréstimos ao PT" e que os destinatários eram determinados pelo empresário Marcos Valério.

Simone afirmou que autorizou o repasse de R$ 7,7 milhões da conta da SMP&B para 12 pessoas. A diretora financeira disse ainda que os repasses foram feitos por determinação de Marcos Valério, acusado de ser o operador do suposto pagamento de mesadas a parlamentares.

A diretora financeira começou a trabalhar na SMP&B em 1999. Em depoimento à Polícia Federal, nesta segunda-feira, contou que no final de 2002, recebeu de Marcos Valério o primeiro pedido para realizar saques na agência do Banco Rural, em Brasília, e repassar a algumas pessoas.

À CPI, ela informou que os saques começaram a ser realizados em 2003 de diferentes maneiras. No início, Simone fazia os saques no Banco Rural e repassava os valores em uma sala reservada a pessoas indicadas por Valério. Simone Vasconcelos informou também à comissão que, em outros momentos, autorizava o saque e informava quem era o destinatário ao banco.

Em 2004, ela informou que houve mudanças na forma de pagamentos e alguns passaram a ser feitos por meio de corretoras. "Todos os saques que foram feitos, foram por determinação de Marcos Valério. Eu não questionava o porquê", disse.