O atacante da seleção brasileira de vôlei, Giba, teve algumas horas de muita emoção nesta sexta-feira à tarde durante visita ao Hospital Erasto Gaertner, especialista em tratamento de câncer, em Curitiba.

Vítima da leucemia nos primeiros anos de vida, o jogador chorou ao ver várias crianças que o esperavam na porta da instituição. E mais ainda quando tentou dizer algumas palavras. “Vocês é que merecem as palmas”, disse, dirigindo-se às crianças, mães, funcionários e voluntários que atendem no hospital.

A leucemia em Giba foi detectada quando ele tinha seis meses de vida. O tratamento foi todo ambulatorial. “E muita fé em Deus”, ressaltou sua mãe, Solange, que nesta sexta-feira também foi homenageada pelo filho e pelas crianças que estão em tratamento no hospital. O jogador disse não ter muita recordação do que passou. “Dá para saber mais o que minha mãe, o que minha família passou”, afirmou. Mas lembra-se que até por volta dos 5 anos de idade precisava ir ao hospital para fazer exame de sangue. “Tinha que tirar do pescoço”, disse.

Ele recebeu um desenho de uma bandeira do Brasil das crianças.

Chorando, agradeceu. “Vocês têm que acreditar que vão ficar boas”, pediu. Ele próprio não perdia a oportunidade de demonstrar agradecimento por sua saúde. “Tenho que agradecer muito por Deus ter me dado essa dádiva tão grande de continuar lutando”, afirmou. “Acho que Ele estava reservando alguma coisa de especial para mim para que eu pudesse estar hoje aqui agradecendo e dando alguma coisa em troca a essas crianças que têm o mesmo problema.”

Ele doou uma de suas camisas, com autógrafo, para que a Liga Paranaense de Combate ao Câncer, mantenedora da instituição possa fazer um leilão. O presidente da entidade, Luiz Antonio Negrão Dias, disse que o dinheiro do leilão será utilizado na construção de um andar para o transplante de medula óssea em uma estrutura que começou a ser levantada há cerca de 15 anos, mas está parada.

A estimativa é que custe R$ 400 mil. No ano passado, o hospital atendeu 200 mil pacientes. Para este ano a previsão é de 230 mil.

Para Giba, há necessidade de as empresas terem mais comprometimento com causas como a da saúde. “O País é maravilhoso, mas a gente que viaja o mundo inteiro, que mora fora, sabe que falta ainda muita coisa aqui”, acentuou. “E com certeza nessa questão da saúde, da parceria empresa/hospital, ainda falta muita coisa.” Mesmo não tendo tido ainda tempo para descansar depois das olimpíadas de Atenas, de onde trouxe a medalha de ouro, o atacante não reclamou.

“Estar aqui e dar um abraço nas crianças é mais importante que qualquer outra coisa”, afirmou. Mas ele não gosta de ficar longe da filha, Nicoll, nascida enquanto ele estava na Grécia, durante a Olimpíada. “Não quero deixá-la meia hora sozinha”, disse ele, que estava acompanhado também da mulher, Cristina Pirv