Uma das grandes preocupações nestes primeiros cinco meses de governo tem sido a produção agropecuária brasileira. Hoje, por exemplo, durante toda a tarde, Ivan Wedekim, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, esteve reunido com técnicos do Ministério da Fazenda para discutir o plano de safra para 2003/2004, que deverá ser anunciado no final deste mês. Os principais pontos são aumentos de linhas de crédito, criação do Seguro Safra e a reativação de 18 projetos que estão parados no ministério. Entre eles o Moderfrota, para a Modernização da Frota de Tratores, Máquinas e Implementos Agrícolas, que terá R$ 800 milhões para os financiamentos do programa. Com isso a expectativa também é de aumentar a área plantada no País, passando dos 42,6 milhões para 44,7 milhões de hectares. Para a safra de 2002/2003, que está sendo colhida, a expectativa é de um recorde com a colheita de 115,7 milhões de toneladas de grãos.

Mas outras medidas estãos sendo tomadas como a criação de uma política específica para o café, com a instalação de uma Câmara Setorial para o produto, vinculadas ao Conselho do Agronegócio. Outros setores, como o do trigo, recebem uma linha de crédito para pré-custeio, com juros fixos de 8,75% ao ano e recursos de R$ 50 milhões. Milho, sorgo e leite também recebem um conjunto de medidas de apoio à produção. O leite, por exemplo, foi incluído na Política de Garantia de Preço Mínimo, a PGPM.

Além de aumentar a produção, o agronegócio brasileiro também aumenta suas exportações e melhora o saldo comercial. De janeiro a abril, de acordo com o levantamento no quadrimestre deste ano, o Brasil teve um superávit, vendeu US$ 8,189 bilhões, que representam um lucro de nada menos que US$ 6,634 bilhões. São resultados de várias medidas nos cuidados fitosanitários. Em janeiro, a China aprovou o modelo brasileiro de certificação da soja.