O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos em áreas como saneamento e habitação. As empresas de engenharia e arquitetura estão prontas para participar com projetos, mas querem entender melhor o plano.

Para tanto, representantes do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), que congrega mais de 12 mil empresas, convidaram representantes do governo para uma reunião, hoje (8), em Brasília. O objetivo foi esclarecer dúvidas e estabelecer um cronograma viável.

Da mesma forma que existe desafio do lado de cá, dos prestadores de serviço se organizarem para dar a resposta, é preciso que haja organização do lado do governo, porque gastar dinheiro público sem desperdício é um grande desafio, disse o presidente do Sinaenco, José Roberto Bernasconi. Estamos mobilizando o setor, para que, compreendendo a dimensão dos desafios, possamos dar as respostas devidas.

Segundo Bernasconi, as empresas pedem que os recursos não sejam contigenciados. Do setor público a gente quer: primeiro, que do discurso se vá a prática, que os recursos venham e não sejam de verdade contigenciados. De outro lado, que haja organização suficiente do setor público para colocar essas licitações ordenadamente na rua, ressaltou.

Há empreendedores, há financiadores do processo. Há investidores privados que, medida que perceberem que o clima é de segurança no investimento, e as idéias são sérias e estão sendo bem gerenciadas, terão estímulo para investir, completou Bernasconi.

O secretário Nacional de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Ariel Cecílio Garces Pares, garantiu que o governo está preparado para receber os projetos. Está preparado para dialogar com as empresas de engenharia, com as empresas de consultoria, para que possamos quase montar um mutirão. Um mutirão do setor público com o setor privado, no que diz respeito a projeto, ou seja elaboração de projetos, afirmou.

Pares disse que, para este ano, a intenção é aproveitar tudo o que tem de estoque de projeto nas áreas prioritárias do PAC que são as regiões metropolitanas, as capitais e as cidades-portos. E, a partir daí, fazer tudo o que for possível este ano. Porém, tem que correr em paralelo uma linha para projetos. De tal modo que não tenhamos problema em 2008. Em outros termos, nós temos que fazer um ajuste na máquina, observou.

O secretário destacou ainda que a elaboração de projetos é tão importante quanto a execução. A qualidade, a redução de custos, e a qualidade futura dos empreendimentos do PAC, está na dependência de bons projetos. E não se faz simplesmente acelerando processo. Tem que ter tempo técnico e associar isso a recursos necessários, acrescentou.