Foto: Marcio Machado/SECS

O governador Roberto Requião autorizou a realização de estudos para mudar o sistema de emissão de carteiras de identidade no Paraná, adotando procedimentos semelhantes aos usados pelo Detran nas carteiras nacionais de habilitação. “A tecnologia que o departamento de trânsito já possui na identificação das pessoas e na digitalização da carteira pode ser usada para evitar falsificações e agilizar a emissão da carteira de identidade”, disse o governador.

De acordo com o diretor-geral do Detran/PR, Marcelo Almeida, com a digitalização da carteira, acaba a necessidade do Instituto de Identificação pedir fotos 3 x 4 para colocá-las em ficha, assim como tirar a impressão digital com tintas nos dedos. “Com essa tecnologia, tanto as fotos como a impressão digital são feitas eletronicamente, com a vantagem do órgão emissor manter um banco de dados mais próximo da realidade. As informações servirão para identificação civil e também criminal”, explicou.

Para Almeida, se esse procedimento for adotado, “as carteiras de identidade em circulação poderão ser trocadas à medida que se implantar um período para renovação do documento, à exemplo do que se faz com as carteiras de habilitação. Dificilmente uma pessoa poderá tirar duas carteiras no mesmo Estado”.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, “a modernização do Instituto de Identificação é mais do que uma necessidade já que foi sucateado, como vários outros órgãos, ao longo do tempo. Vamos colocar no Instituto a tecnologia de ponta, não apenas para agilizar a emissão de carteiras de identidade, mas também para melhorar a segurança, dando cada vez mais credibilidade aos documentos emitidos no Estado”.

Atualmente a emissão de carteiras de identidade pode ser solicitada nos 401 postos de atendimento de delegacias em todo o Estado. Marcelo Almeida acredita que os espaços ocupados pelas Ciretrans no Interior também poderão colaborar para agilizar os procedimentos. “Dessa forma, mudando todo o processo, poderemos reduzir a entrega do documento, que hoje demora 90 dias”.