A partir desta sexta-feira (25) um telefonema poderá salvar a vida de milhares de brasileiras vítimas de violência. No dia em que se comemora internacionalmente a não-violência contra o gênero, a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres lançará a Central de Atendimento à Mulher: para denunciar agressores e receber ajuda e orientação, basta discar 180.

A identidade dos denunciantes será mantida em sigilo, a fim de proteger as vítimas de novas agressões. A Central, de acordo com informações da Secretaria, funcionará em caráter experimental durante três meses, quando 18 psicólogos prestarão atendimento por quase 12 horas diárias. A meta é tornar multidisciplinar esse atendimento e ampliar o horário.

Dados da Fundação Perseu Abramo indicam que a cada 15 segundos uma mulher é espancada no país e que 11% de um total de 61,5 milhões de brasileiras já foram vítimas de espancamento. Esse percentual corresponde a 6,8 milhões de mulheres. Segundo a pesquisa, maridos ou companheiros são responsáveis por 56% das agressões e mais da metade das vítimas não procura ajuda.

A assessora especial da Secretaria, Teresa Sousa, explica que a Central será "um grande anel com todos os serviços no que nós chamamos de rede de atendimento a mulheres em situação de violência". Esses serviços incluem delegacias especializadas, casas-abrigo e coordenadorias para proteção das mulheres em estados e municípios.

O lançamento da Central de Atendimento à Mulher está previsto para as 9h30, no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e deverá contar com a participação da ministra Nilcéa Freire; do ministro da Saúde, Saraiva Felipe; do secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Luiz Fernando Corrêa; e da primeira-dama, Marisa Letícia.