O governo não consultou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nem os economistas dos candidatos da oposição antes de definir a mudança na meta de inflação para 2003, de 3,25% para 4%. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse que a decisão foi tomada por um grupo restrito da área econômica, a quem cabe esse tipo de decisão, e que o presidente Fernando Henrique Cardoso foi consultado. “Não houve consulta a ninguém a não ser a um núcleo restrito”, disse Malan.

Apesar disso, Malan disse que tem em seus arquivos uma entrevista concedida pelo economista do PT, Guido Mantega, na qual ele diz que o ideal para 2003 seria uma meta de inflação de 4% com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. “Acho que ele vai apoiar a mudança”, disse, em tom de ironia.

Além de mudar a meta de inflação para 2003 de 3,25% para 4%, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de 3,75% para 2004 e ampliou o intervalo de tolerância para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de 2 pontos percentuais para 2,5 pontos percentuais. (Correio Web/FolhaNews)