Ativistas protestam no porto de Paranaguá.

Ativistas do Greenpeace a bordo do Arctic Sunrise realizaram na manhã de ontem um protesto pacífico diante do navio Firmeza, no Porto de Paranaguá (PR), contra a contaminação da soja livre de transgênicos produzida no Paraná. Após ser carregado com 30 mil toneladas de soja geneticamente modificada na Argentina, o barco atracou em Paranaguá no dia 24 de abril para concluir o carregamento, que será exportado para a Itália.

A operação foi realizada no terminal da Soceppar (Sociedade Cerealista Exportadora de Produtos Paranaenses). Para o Greenpeace é urgente que todos os terminais e o governo federal tomem medidas para proteger a soja livre de transgênicos contra a contaminação que pode ocorrer durante o carregamento, o transporte e o descarregamento do produto em seu destino final.

Gabriela Vuolo e Xu Lijun, da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace no Brasil e na China, respectivamente, visitaram o navio Firmeza para explicar a situação a um membro da tripulação e entregar-lhe um documento tratando da situação dos transgênicos no Brasil.

Na China, o Greenpeace lançou o primeiro Guia do Consumidor do no país, hoje em Pequim. O guia anuncia o comprometimento de 78 marcas de alimentos com a não utilização de transgênicos em seus produtos. O comprometimento das empresas é reflexo da rejeição aos transgênicos por parte dos consumidores da China, o maior mercado mundial de alimentos. O Greenpeace já lançou o Guia do Consumidor em 20 países, incluindo Brasil, França, Alemanha, Espanha e Itália.

Nos últimos dias, o Greenpeace intensificou sua campanha contra os transgênicos em todo o mundo. O navio-símbolo do Greenpeace, Rainbow Warrior, depois de bloquear por mais de oito horas um carregamento de soja transgênica vinda dos EUA, foi preso ontem no Porto Kembla Harbour (Austrália). A ação visava a impedir que o produto fosse descarregado em Melbourne, o que poderia contaminar a cadeia de alimentos na Austrália.