Os ativistas do Greenpeace, que haviam se prendido à âncora do navio Global Wind na última segunda-feira (03), continuam na baía de Paranaguá aguardando o volta da embarcação. Eles tiveram que deixar o local na noite de segunda-feira devido ao mau tempo. A decisão foi tomada para garantir a segurança das pessoas envolvidas na ação, que é parte da expedição “Brasil Melhor sem Transgênicos”. Desde então, o navio não foi mais visto pelos ativistas.

O Global Wind está carregado com 30 mil toneladas de soja transgênica vinda da Argentina. A meta do navio é atracar no Porto de Paranaguá e realizar o carregamento com 10 mil toneladas de soja convencional. Segundo o Greenpecae, a operação pode por a perder todo o esforço do porto e do Estado do Paraná em garantir a produção de soja convencional, já que pode resultar em contaminação.

O Greenpeace avalia de forma positiva o protesto. O organização quer que o governo federal apoie a iniciativa do Paraná e do Porto de Paranaguá, garantindo a proteção das vantagens econômicas que a soja pura traz para o Brasil. O Porto de Paranaguá é o único no país a adotar medidas efetivas para controlar as cargas e manter as exportações de soja livres de contaminação transgênica.