A paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus da Rede Integrada de Transporte (RIT) afetou alguns setores dos serviços públicos essenciais nesta terça-feira (7). Nas Unidades de Saúde, o número de atendimentos ficou 30% abaixo da média. Dos 439 equipamentos da educação (creches, escolas e centros de atendimento especial), 20 não funcionaram e outros 73 tiveram funcionamento precário. Os serviços de coleta do lixo sofreram uma redução de quase 60% no período da manhã.

"Muitos funcionários não foram trabalhar ou chegaram atrasados", informou a superintendente da secretaria municipal da saúde, Edimara Seegmuller. Segundo ela, praticamente todas as unidades de saúde de Curitiba funcionam nesta terça-feira com equipes reduzidas. "Os bairros mais carentes e distantes são os mais prejudicados, pois os profissionais normalmente moram em outras regiões e dependem do transporte público para chegar ao local de trabalho", explicou Edimara.

Como na área da saúde, na educação a situação também foi mais crítica no período da manhã e foi normalizando à tarde, com o acionamento das redes de ajuda – caronas, meios de transportes alternativos e outras improvisações. Mesmo assim, em alguns bairros os serviços foram bastante prejudicados – como no Pinheirinho, onde, dos 22 equipamentos de educação, 14 ficaram sem atendimento.

No setor de coleta de lixo, dos 46 caminhões que funcionam normalmente, apenas 21 puderam fazer os serviços no início do expediente. Já no início da tarde, o Departamento Municipal de Lixo conseguiu colocar nas ruas 36 caminhões, após o destacamento de carros para buscar os coletores em suas residências.