O chefe do Setor de Integração do Mnistério das Relações Exteriores, José Antônio Marcondes de Carvalho, defendeu hoje a elaboração de um estudo sobre a agricultura familiar nos países que compõem o Mercosul. O objetivo é implementar políticas públicas comuns no Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

A inclusão da agricultura familiar nas negociações do Mercosul foi o tema do primeiro encontro, do lado brasileiro, da Reunião Especializada de Agricultura Familiar (Reaf). A reunião foi preparatória para novo compromisso marcado para outubro com os representantes do Mercosul. O Brasil exerce a coordenação pro tempore da Reaf.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, o desenvolvimento de políticas públicas da agricultura familiar no âmbito dos países do cone Sul deve coincidir com os programas prioritários implantados no Brasil pelo governo Lula. “A idéia é que as políticas internacionais devam acompanhar ou guardar coerência com as nossas políticas nacionais. Isso, obviamente, não é uma questão matemática. É uma questão política que permanentemente perseguimos”, afirmou.

Para o embaixador, reuniões especializadas são importantes para o êxito das negociações do Mercosul. O desafio, agora, disse Carvalho, será organizar uma agenda com metas e prazos para que as reivindicações dos agricultores familiares sejam consideradas nas negociações do Mercosul com outros países. “A Reaf é uma conquista e um avanço na agenda do Mercosul. Não é nosso interesse que a agenda se concentre única e exclusivamente nos processos econômicos”, frisou.