O desembargador Ruy Fernando de Oliveira, do Tribunal de Justiça, concedeu liminar a pedidos de habeas corpus impetrados por três dos denunciados por desvio de R$16,8 milhões em recursos públicos na operação entre a Copel e a Adifea (Associação dos Diplomados das Faculdades de Economia e Administração da Universidade de São Paulo). Foram soltos José Guilherme Haussen, presidente da Adifea, Harald Bernhard, diretor da entidade, e Antonio Sampaio Menezes, dono de uma empresa de consultoria, em Porto Alegre. Os três foram presos na quarta-feira por ordem do juiz da Central de Inquéritos de Curitiba, Marcelo Ferreira, atendendo a pedido do Ministério Público Estadual.

No mesmo grupo, estava o dono da MixTrade Comércio Internacional Ltda, Rogério Figueiredo, que permanece detido no COT (Centro de Observação Criminológica e Triagem), em Curitiba. Seu advogado já ingressou com pedido de habeas corpus.

O Tribunal de Justiça também indeferiu pedido de suspensão da prisão preventiva de Desiré Fregonese do Rocio Vidal, assessora de fiscalização do Tribunal de Contas, que assinou parecer autorizando o contrato da Copel e Adifea. O desembargador não concedeu o habeas corpus impetrado pelos advogados de Desireé pela ausência de provas de que esteja sofrendo constrangimento ilegal. O empresário Maurício da Silva, dono da Embracom, que também está com prisão preventiva decretada, continua desaparecido.

Na terça-feira, o desembargador já havia liberado os ex-secretários Ingo Hubert (Fazenda) e José Cid Campelo Filho (Governo), além dos diretores da Copel Cezar Antonio Bordin e Sérgio Luís Molinari. O desembargador concluiu que não havia pressuposto legal para a prisão e aplicou o mesmo entendimento no caso dos três empresários. (Leia mais na edição de amanhã de O Estado do Paraná)