A maior hidrelétrica subterrânea do sul do país, a Usina Governador Parigot de Souza, ou Capivari-Cachoeira, completa 35 anos de operação amanhã. Para marcar a data, o presidente da Copel, Rubens Ghilardi participa às 11 horas de uma festividade na casa de força da usina reunindo empregados da ativa e aposentados, entre eles, muitos que trabalharam na construção da hidrelétrica.

Construída pela Copel para sustentar o processo de desenvolvimento de toda a porção leste do Paraná, inclusive Capital e Região Metropolitana, a hidrelétrica teve fundamental importância na interligação dos sistemas elétricos regionais. Isso garantiu condições de pleno atendimento às necessidades de energia elétrica em todo o Estado, colocando fim aos freqüentes racionamentos e permitindo a exploração das múltiplas potencialidades econômicas paranaenses.

Localizada no município litorâneo de Antonina, no pé da Serra do Mar, a Usina Parigot de Souza tem 252 megawatts de potência instalada e capacidade de atender ao consumo de uma cidade com meio milhão de habitantes.

Túneis 

Seu projeto ainda hoje impressiona os profissionais do setor pelo arrojo e originalidade. O arranjo consiste basicamente no barramento e represamento do Rio Capivari, integrante da bacia do Rio Ribeira e situado no município de Campina Grande do Sul, a cerca de 50 quilômetros de Curitiba, e a condução dessa vazão por 22 quilômetros de túneis escavados no interior da Serra do Mar até um conjunto de quatro turbinas instaladas a um desnível de 740 metros em relação ao ponto de captação. Depois de gerar eletricidade, a água é restituída ao Rio Cachoeira, integrante da bacia Litorânea.

A usina foi oficialmente inaugurada pelo então presidente Emílio Médici e pelo governador Paulo Pimentel, e passava a ser a maior hidrelétrica em operação no Sul do Brasil. Por quase dez anos, até a inauguração de Foz do Areia, no final de 1980, a Usina Governador Parigot de Souza foi a maior central do sistema próprio de geração operado pela Copel.