O operário Manuel Wagner de Oliveira, de 21 anos, morreu asfixiado ao entrar em um tanque de combustível para limpá-lo. Outros dois operários saíram gravemente feridos, com queimaduras em mais de 60% do corpo. Eles foram socorridos por bombeiros e levados para um hospital. O tanque estava sobre uma balsa ancorada na Baía de Guajará, em Belém.

Trabalhadores que estavam no local disseram que cinco operários entraram no tanque sem qualquer equipamento de proteção. O vapor da gasolina atingiu três deles e os demais conseguiram fugir. A polícia abriu inquérito para apurar o acidente. O dono da empresa Navezon, responsável pela balsa, foi intimado a prestar depoimento.

Os funcionários sobreviventes disseram que os operários foram contratados por um homem conhecido como Bira, mas também corre a informação de que eles seriam ligados a uma empresa terceirizada contratada pela Navezon para fazer o serviço. O delegado Alessandro Bastos, que investiga o caso, disse que a Navezon deveria ter fiscalizado o serviço. "Vamos descobrir de quem é a culpa pelo que aconteceu", prometeu.