Na próxima segunda-feira, dia 26, às 10 horas, o Hospital Pequeno Príncipe vai comemorar a realização do 100.o transplante de fígado. Iniciado em junho de 2000, o Serviço de Hepatologia e Transplante Hepático do Pequeno Príncipe é hoje responsável por cerca de 20% de todos os transplantes pediátricos de fígado feitos no Brasil. Na comemoração, estarão presentes todos os médicos que integram a equipe de transplantes do Hospital, além de vários pacientes transplantados e seus familiares.

Há cerca de 15 dias o Pequeno Príncipe realizou o transplante no menor paciente brasileiro já submetido a esse procedimento. Um bebê de apenas três meses de idade. Em 2003, o Hospital realizou 31 transplantes de fígado.

Como no Brasil ainda não existe a cultura de doar órgãos de pessoas que foram a óbito, 90% das cirurgias utilizam doadores vivos. Normalmente a doação é feita por familiares. A doação inter-vivos é possível porque o fígado se regenera. Ou seja, o fígado de quem faz a doação volta a crescer.

Para esse procedimento acontecer, a equipe do Pequeno Príncipe divide a cirurgia em dois momentos. Inicialmente, o doador é submetido a cirurgia de retirada de parte do fígado. Esse procedimento acontece na Santa Casa de Misericórdia. De lá o fígado é trazido para o Pequeno Príncipe, onde o paciente recebe a doação.

O fígado tem mais de mil funções no organismo. É o órgão propulsor do metabolismo. Por isso, quando há um problema no funcionamento deste órgão, o transplante acaba sendo uma das únicas alternativas de salvar o paciente. “É diferente do rim, por exemplo, onde ainda há a possibilidade de submeter o paciente ao tratamento de hemodiálise”, explica o médico Sílvio Ávilla, membro da equipe de transplantes.

Assim como em muitas outras doenças, o diagnóstico precoce é essencial para diminuir o índice de mortalidade por problemas hepáticos. No caso das doenças congênitas do fígado, o diagnóstico precoce é a única chance para evitar a necessidade de um transplante.