O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reiterou hoje a possibilidade de um magnicídio contra ele, que seria uma iniciativa do governo dos Estados Unidos. Chávez também classificou como assassino John Negroponte, o atual número 2 do Departamento de Estado norte-americano.

"Não tenho nenhuma dúvida de que a tese de magnicídio exista. A quem juraram na Casa Branca como subsecretário de Estado? Um assassino profissional: John Negroponte", disse o presidente venezuelano em entrevista ao ex-vice-presidente José Vicente Rangel em seu programa de TV "José Vicente hoy", que estreou hoje na televisão da Venezuela.

Em janeiro, Negroponte disse que Chávez "tentou exportar seu populismo radical" e que "seu comportamento ameaça as democracias da região". Negroponte expressou-se assim ao Comitê de Relações Exteriores do Senado norte-americano, que devia ratificá-lo como adjunto da secretária Condoleezza Rice, após sua designação pelo presidente George W. Bush.

"Não penso que tenha sido uma força construtiva na América Latina", continuou o então chefe dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, que se declarou convencido de que "países como a Bolívia, entre outros, estão sob a influência de Chávez".

Chávez afirmou hoje que os planos de assassiná-lo seriam conduzidos pela CIA, pelo Departamento Administrativo de Segurança da Colômbia (DAS) e pela extrema direita colombiana