São Paulo (AE) – Levantamento divulgado hoje (24) pela Serasa aponta que a inadimplência dos consumidores do País em outubro cresceu 12,4% ante setembro e 7,9% sobre o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e outubro, houve elevação de 13,2% na inadimplência de pessoa física, em relação aos primeiros 10 meses de 2004. Na avaliação da empresa de análise de crédito, o movimento foi causado pela alta do endividamento da população, motivada pela expressiva expansão do crédito ao consumidor, em especial do crédito consignado e do crédito para aquisição de bens.

A equipe de análise da Serasa ressalta, porém que "o crescimento da inadimplência foi muito menor do que a expansão do crédito" – alta de 60% no consignado e de 21% para a aquisição de bens, nos primeiros nove meses do ano, conforme os últimos dados oficiais disponíveis.

Cheques

O Indicador Serasa de Inadimplência analisa registros de cheques devolvidos por falta de fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras, empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras. No mês passado, os cheques sem fundos mantiveram a maior participação (38,5%) entre as pessoas físicas, com valor médio de R$ 531,33 das anotações negativas desde o início de 2005. Em outubro de 2004, esta participação era de 33,8%.

As dívidas com cartão de crédito e financeiras também repetiram o comportamento de setembro e permaneceram no segundo posto, com representatividade de 31,4% e valor médio de R$ 268 34. A terceira maior participação (28,3%) foi do indicador dos registros de dívidas com os bancos, que tiveram valor médio de R$ 1.033,02. Os títulos protestados, com 1,7% de representatividade e valor de R$ 749,04, tiveram a menor participação entre as modalidades pesquisadas pela Serasa.

Na comparação com o período de janeiro a outubro de 2004 houve um aumento de 17,1% no valor médio das anotações de cheques sem fundos e uma alta de 19,6% no valor das anotações de protestos. O valor médio das dívidas com cartões de crédito e financeiras aumentou 10,6% e o valor das dívidas com os bancos apresentou alta de 10,2% no mesmo período.