São Paulo (AE) – A inadimplência dos consumidores brasileiros registrou crescimento em janeiro, de acordo com levantamento divulgado ontem pela empresa de análise de crédito Serasa. O indicador de inadimplência de pessoa física aumentou 13,3%, na comparação com janeiro de 2005. Em relação a dezembro, no entanto, a inadimplência dos consumidores caiu 3,8% após estabilidade do índice em relação a novembro.

Segundo os técnicos da Serasa, o aumento da inadimplência está relacionado ao maior comprometimento da renda dos consumidores com parcelas do crédito consignado e com financiamentos disponibilizados pelo comércio para a compra de bens duráveis ao longo de 2005 e no Natal. Outro fator relevante são os compromissos sazonais de início de ano, tais como o pagamento do IPTU, IPVA e matrícula escolar.

A pesquisa revelou que em janeiro de 2006 os cheques sem fundos tiveram o maior peso na inadimplência, com participação de 33,4%, o mesmo porcentual registrado em janeiro de 2005, e com um valor médio de R$ 550,54. O segundo maior índice de representatividade de janeiro foram as dívidas com cartões de crédito e financeiras, com participação de 32,4%, porcentual inferior ao do mesmo período de 2005 (34,8%), e com um valor médio de R$ 299,23.

As dívidas com bancos representaram a terceira maior participação no indicador, 31,3%, contra 29,1% no mesmo período do ano passado, e com um valor médio de R$ 1.117,60. Já os títulos protestados tiveram a menor participação, de 2,9%, quando em janeiro de 2005 foi de 2,7%, e com um valor médio R$ 797,67.

A empresa de análise de crédito informou que houve um aumento de 9,5% no valor médio das anotações de cheques sem fundos e uma alta de 18,7% no valor das anotações de protestos. O valor médio das dívidas com cartões de crédito aumentou 24,6% e o valor médio das dívidas com o sistema financeiro ficou praticamente estável, com ligeira alta de 0,8%.