Mais de 3 mil hectares do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães foram destruídos por um incêndio que começou na quinta-feira e só foi controlado na segunda-feira à noite. O incêndio atingiu a Área de Proteção Ambiental (APA) matando filhotes de antas, capivaras, pacas, cotias, veados, além de aves como araras, papagaios e gaviões. A área destruída representa 10% do parque, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nos dois primeiros dias do incêndio foram destruídos 5% do parque.

Equipes do Ibama e voluntários permanecem no local para controlar novos focos de incêndio. Há focos de calor nos 33 mil hectares do parque, criado em 1985. Na área cercada por morros, canyons e paredões, a densa fumaça, vegetação seca e a baixa umidade do ar dificultam o trabalho dos 28 brigadistas, que utilizam abafadores e bombas costais para controlar novos focos de incêndios, evitando que o fogo se alastre num dos principais patrimônios naturais do Estado.

Na principal estrada que dá acesso ao parque, a Rodovia Emanuel Pinheiro, que liga Cuiabá ao município de Chapada dos Guimarães, foram registrados, no feriado de 7 de Setembro, pequenos focos de queimadas provocados por pontas de cigarros ou fogueiras para fazer churrasco.

De acordo com o chefe do Parque Nacional, Nilo Ponce de Arruda, o tempo excessivamente seco nesta época do ano contribuiu para a dispersão do fogo, porém as queimadas na região estão controladas.

Ponce informou que os responsáveis identificados pelos queimadas serão punidos, com base na lei de crimes ambientais. A legislação prevê pagamento de multas e detenção para os infratores.