O índice de cheques sem fundo registrou queda de 8,68% em junho ante maio, passando de 2,88% para 2,63% no mês passado, segundo levantamento divulgado hoje pela Telecheque. Na avaliação da empresa, o percentual é considerado "muito positivo" para o período, pois o mês de junho normalmente ainda sofre reflexos das vendas do dia das mães, a segunda melhor data do ano para o varejo.

A queda foi relacionada pela Telecheque ao aumento real do salário mínimo em 16,7%, que afetou a renda dos trabalhadores e aposentados, assim como a alta do emprego. A empresa espera que a tendência de queda da inadimplência seja confirmada no segundo semestre.

Na comparação com junho de 2005, quando foi registrado índice de 2,30% de cheque sem fundos, no entanto, houve alta de 14,35% do indicador. Para a Telecheque, será preciso "aguardar um bom período para a acomodação da grande bolha de crédito gerada nos últimos anos, para voltarmos a ter patamares semelhantes ao da inadimplência que antecedeu este período".

Os três menores índices de cheques sem fundos no mês de junho foram registrados em Goiás (1,63%), Santa Catarina (1,72%) e Sergipe (1,88%). Já os campeões de inadimplência foram Rio Grande do Norte (4,31%), Amazonas (4,25%) e Pernambuco (3,85%).