O Índice de Preços ao consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial do país, recuou para 0,49% em setembro, ante a taxa de 0,79% registrada em agosto.

De acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda do IPCA-15 ocorreu principalmente porque não houve aumentos nas tarifas de energia elétrica e de ônibus urbanos. Também não houve reajuste nas contas de telefone fixo e nos preços dos produtos alimentícios.

Dentre os ítens com taxas crescentes de agosto para setembro, os destaques foram os automóveis novos (de 0,27% para 0,73%), automóveis usados (de 0,38% para 1,70%), taxa de água e esgoto (de 0% para 1,21%) e acessórios e peças para veículos (de 0,40% para 3,70%).

Com o resultado de setembro, o IPCA-15 acumula no ano 5,63% e nos últimos 12 meses 7%. Entre as regiões, a maior inflação ficou em Curitiba (1,08%) por causa da alta verificada nos automóveis novos, na gasolina e no álcool combustível. O menor índice ficou em Salvador (0,17%).

A inflação no terceiro trimestre do ano, que é medida pelo IPCA-15 acumulado, ficou em 2,23%.

Os preços para cálculo do IPCA-15 foram coletados entre 13 de agosto e 13 de setembro e comparados com os vigentes de 14 de julho a 12 de agosto nas nove maiores regiões metropolitanas do país (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horionte, Recife, São Paulo, Belém, Salvador, Fortaleza e Curitiba), além de Goiânia e de Brasília.