O Brasil tem um custo excedente de R$ 118 bilhões, a cada 12 meses, por conta do tempo extra que a produção permanece nos estoques, devido a precariedades da infra-estrutura do transporte, segundo o presidente da seção de cargas da Confederação Nacional dos Transportes, Flávio Benatti.

De acordo com ele, a ineficiência de terminais e a falta de um sistema logístico integrado exige que as mercadorias produzidas no Brasil fiquem estocadas três vezes mais tempo do que o verificado em países mais desenvolvidos.

Em média, segundo Benatti, o tempo de estocagem no Brasil é de 21 dias, enquanto que nos Estados Unidos e Europa é de apenas sete dias.

O executivo, que participa de um workshop promovido pelo Ministério dos Transportes para discutir o Plano Nacional de Logística dos Transportes, que está sendo elaborado pelo governo disse que a principal solução para melhorar o sistema de transporte do País é aumentar os investimentos. "Somente para recuperar a malha rodoviária são necessários entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões por ano, nos próximos cinco anos.