O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) teve alta de 0,12% no período
encerrado em 22 de julho, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No
IPC-S anterior, de até 15 de julho, o indicador registrou alta de 0,14%. O
desempenho anunciado hoje ficou abaixo do piso das estimativas dos analistas do
mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que variavam de 0,15% a 0,24%, e
portanto abaixo da mediana das expectativas (0,20%).

Segundo a FGV, o
recuo registrado no IPC-S divulgado hoje deve-se basicamente às desacelerações
de preços em dois grupos: Alimentação (de -0,54% para -0,68%) e Vestuário (de +
0 19% para -0,33%). Dos sete grupos que compõem o indicador, quatro apresentaram
recuo de preços ante o IPC-S anterior. Além dos dois já citados, é o caso de
Educação, Leitura e Recreação (de 0,34% para 0,27%) e Despesas Diversas (de
0,25% para 0,19%).

Os outros três grupos apresentaram elevação de preços,
como Habitação (de 0,61% para 0,66%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,36% para
0,43%); e Transportes (de 0,09% para 0,27%). Por produtos, as altas de preço
mais expressivas no âmbito do IPC-S foram registradas nos preços de tarifa de
telefone residencial – assinatura e pulsos (3,26%); melancia ( 21,99%); e plano
e seguro saúde (0,93%). Já as mais expressivas quedas foram observadas em
batata-inglesa (-22,56%); leite tipo longa vida (-3,51%); e açúcar refinado
(-3,33%).