O presidente do IRB – Brasil Resseguros S.A., Marcos Lisboa, anunciou mudanças que pretendem dar maior competitividade ao setor para tornar suave a transição para um mercado livre, caso o Congresso aprove a abertura do mercado ressegurador. O projeto de lei para isso está na Câmara desde maio de 2005 e sua versão inicial foi elaborada pelo próprio Lisboa quando era secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

A partir de 2007, as seguradoras terão de apresentar plano de negócios e estatísticas para renovar o contrato com o IRB e este admitirá contratos mais flexíveis, extinguindo o contrato de texto único obrigatório para todas as empresas.

Essas medidas somam-se a outras já adotadas, como a permissão para a seguradora cotar preços no mercado internacional. "Queremos aproximar o seguro e o resseguro do mercado internacional", afirmou Lisboa. "A gente tem confiança de que o IRB pode competir com as grandes resseguradoras", disse. Com prêmios de R$ 2,8 bilhões, o IRB é a maior resseguradora da América Latina mas está em torno do 40.º lugar no ranking mundial, segundo Lisboa.

Ele disse que o IRB renovou, com redução de custos e ampliação de valor, o contrato com resseguradoras internacionais referente a coberturas de patrimônio. Isso em um período de alta dos preços dos resseguros no mundo em razão de catástrofes como o tsunami na Ásia e os furacões no Golfo do México. "Mostramos nosso histórico e conseguimos uma queda bastante significativa de custos", disse Lisboa.