Um funcionário israelense defendeu nesta quinta-feira (31) o uso de bombas de fragmentação pelas forças aéreas de Israel durante a guerra contra o Hezbollah no sul do Líbano. Ele considerou a ação como "completamente legal" em resposta às críticas da Organização das Nações Unidas (ONU), que classificou ontem o uso das bombas como "completamente imoral".

As bombas de fragmentação contêm dezenas ou até centenas de explosivos. Durante o lançamento, pela aviação ou artilharia, essas munições se espalham por amplas áreas. Embora seu uso não seja ilegal pelas leis internacionais, elas acabam provocando grandes danos à população civil. Normalmente de dez a 15 por cento das bombas não explodem imediatamente, mas durante décadas podem explodir sob o menor distúrbio, afirmam especialistas.

Crianças confundem as bombas com baterias de lanterna ou outros objetos e as pegam, causando a detonação. "Cidades foram cobertas com munição de fragmentação", afirmou um funcionário da Human Rights Watch. "Elas foram lançadas no meio das cidades.

O chefe humanitário da ONU, Jan Egeland, afirmou que a maior parte das bombas falharam e não explodiram com o impacto, e continuam a mutilar, ferir e matar civis todos os dias. Ele disse ter ficado perturbado ainda mais pelo fato de que Israel usou esse tipo de arma quando o cessar-fogo já estava programado. O porta-voz do governo de Israel, Miri Eisin, disse que todas as guerras são lamentáveis, mas que Israel agiu de acordo com as normas internacionais. "Israel não infringe nenhuma lei internacional no tipo de armamento que usa", disse. "Seu uso está de acordo com os padrões internacionais.