Dezenas de milhares de israelenses protestaram nesta quinta-feira (31) no centro de Tel-Aviv pedindo pela libertação dos três soldados israelenses mantidos reféns por militantes árabes no Líbano e na Faixa de Gaza. A manifestação aconteceu 50 dias após os reservistas Ehud Goldwasser e Eldad Regev terem sido seqüestrados por milicianos do Hezbollah em 12 de julho, fato que desencadeou uma guerra de 34 dias entre Israel e o grupo libanês.

A captura deles ocorreu dias após o soldado Gilad Shalit ser abduzido na Faixa de Gaza por militantes ligados ao Hamas, desencadeando uma grande ofensiva israelense. Os manifestantes erguiam bandeiras e faixas em que diziam "soldados devem voltar para casa". Parentes dos três soldados discursaram para a multidão. "O amor de minha vida, eu o perdi encarecidamente", disse a esposa de Goldwasser, Karnit. "Logo, em 14 de outubro, celebraremos nosso primeiro aniversário (de casamento). Eu espero você no pequeno lar que apenas começamos a criar.

Ela pediu ao governo israelense para fazer todo o possível para trazer de volta os soldados cativos. O Estado judeu recusou-se publicamente os pedidos pela troca de prisioneiros árabes pelos soldados. Uma das exigências da resolução do Conselho de Segurança da ONU para um cessar-fogo no Líbano é a libertação dos soldados israelenses pelo Hezbollah. Durante os protestos, pequenos filmes dos três soldados foram projetados e colegas de farda dos militares se uniram à manifestação.

Yisrael Meir Lau, rabino-chefe de Tel-Aviv, abriu as manifestações orando pela saúde dos soldados e pediu para que o Hezbollah os liberte. O reverendo Jesse Jackson, ativista norte-americano dos direitos civis, e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, se encontraram nesta semana com as famílias dos três soldados. Ambos disseram que acreditam que os militares estejam vivos.