Brasília – O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), desmentiu hoje (23), em nota oficial, que tenha defendido o arquivamento de processos ou a absolvição de cinco dos 16 deputados citados no relatório das Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMIs) dos Correios e da Compra de Votos.

O desmentido foi feito em função de reportagens veiculadas hoje na imprensa. "Não é verdade que a presidência do Conselho quer a absolvição de cinco deputados. O Conselho de Ética não é um tribunal de exceção. O seu compromisso é com a transparência, com o rigor nas investigações, com a isenção e com a justiça", disse Izar na nota, acrescentando que "os que forem julgados culpados, com certeza serão punidos".

As reportagens informam que Ricardo Izar teria defendido a absolvição dos deputados Professor Luizinho (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT), Wanderval dos Santos (PL-SP), Roberto Brant (PFL-MG) e Sandro Mabel (PL-GO). Na nota oficial, Izar lembra que em conversa informal com jornalistas fez comentários "não oficiais" sobre alguns casos pontuais. "Em nenhum momento se antecipando no julgamento de quem quer que seja. Seria uma leviandade e uma precipitação fazer um prejulgamento de casos que ainda estão sendo apurados", informa a nota.

O presidente do Conselho esclareceu também que cabe à Mesa Diretora da Câmara, após a investigação, pela Corregedoria, dos fatos e das provas sobre as denúncias oferecidas, o envio ao Conselho ou o arquivamento do processo: "Apenas a partir daí é que o Conselho de Ética, à vista dos elementos da representação, deverá instaurar ou não processo de cassação do parlamentar denunciado".