O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, tem sido cada vez mais enfático ao insistir no aceleramento das negociações da Rodada de Doha sobre o comércio mundial, tendo em vista que o prazo se esgota no final deste mês. Lamy refere-se ao fato como uma ?janela de oportunidades? a ser aproveitada por todos os interessados.

No recente encontro do G8 (os países mais ricos do mundo e a Rússia), com convites especiais aos presidentes da África do Sul, Brasil, China, Índia e México, economias que se destacam dentre as consideradas emergentes, o tema surgiu necessariamente em vários contextos.

Mesmo com a boa vontade e o esforço conjunto realizado por representantes da área comercial dos Estados Unidos e União Européia com altos funcionários do setor nos países emergentes, não se pode afirmar que exista consenso nas negociações de comércio internacional.

Solidificar o entendimento comum entre os 149 países filiados à OMC quanto à criação de normas eqüitativas ou aperfeiçoar as já existentes, é uma tarefa das mais enervantes, sobretudo, levando em conta que cada membro tem poder de veto sobre qualquer acordo final.

O contencioso da OMC, em grande medida, decorre dos subsídios agrícolas concedidos pelos Estados Unidos e União Européia a seus produtores, além dos pesados impostos sobre produtos primários de terceiros.