A seleção brasileira de futebol, assim como todos os torcedores que foram à Ásia assistir aos jogos da Copa do Mundo, terão que desinfectar os sapatos em um pedilúvio, nos aeroportos do Rio de Janeiro e de São Paulo, a partir da próxima segunda-feira. Esse procedimento será exigido pelo Ministério da Agricultura para evitar que o vírus da febre aftosa ingresse no Brasil, considerando que focos da doença foram detectados recentemente na Coréia do Sul.

O pedilúvio é um tapete feito de material sintético embebido em carbonato de sódio a 4%, antiderrapante e com um centímetro de espessura, que sempre é utilizado quando se torna necessário desinfectar os sapatos de passageiros procedentes de países onde há o vírus da aftosa.

Segundo a diretora do Departamento de Defesa Animal do Ministério da Agricultura, Denise Euclydes, a desinfecção, que também pode ser feita por meio de rodolúvios e bombas de alta pressão (no caso de veículos), é apenas uma das ações aplicadas pelo Ministério para reforçar o sistema de proteção contra o ingresso de doenças de origem animal que possam contaminar o rebanho bovino brasileiro, como a aftosa.

?A desinfecção só é recomendada, no caso da aftosa, quando existem focos ativos, com elevada carga viral, como ocorre atualmente na Coréia do Sul?, afirmou. Esta não será a primeira vez que o Ministério instalará pedilúvios nos aeroportos do País.

Em março do ano passado, devido a ocorrência de aftosa na Argentina e em rebanhos dos países da Europa, foram instalados pedilúvios nos aeroportos Salgado Filho, em Porto Alegre (RS); Guarulhos (SP); Galeão (RJ); Brasília (DF); e Natal (RN).