Foto por: Rodrigo Arangua

Os jogadores uruguaios estão otimistas para o jogo de sexta-feira contra Gana, em que podem classificar a seleção bicampeã pela primeira vez em 40 anos para as semifinais, mas deixam bem claro que estão com os pés no chão.

A delegação do Uruguai, campeão mundial entre 1930 e 1950, concentra-se em Kimberley, a 400 quilômetros de Johannesburgo, e treina de corpo e alma para esse grande dia.

“Achamos que vai ser uma partida difícil, já que Gana mostrou que é uma das seleções que está na briga”, afirma Alvaro Pereira, meio-campo do Porto.

“Ainda estamos nos recuperando da partida passada, que foi bem pesada, para jogar com tudo, como temos jogado até agora”, acrescenta o jogador de Oscar Tabárez, em referência à vitória de 2-1 sobre a Coreia do Sul.

O atleta mal cabe em si de tanta felicidade na hora de falar do fim do jejum do Uruguai em Copas, pelo menos no que diz respeito a estar entre os oito melhores: “É uma alegria, mas é preciso ficar com os pés no chão, pensar no próximo adversário e se preparar. O professor Tabárez sempre insiste nisso”.

O atacante Edinson Cavani conta o que significa para um jogador estar em uma Copa: “É a coisa mais linda que pode acontecer, saber que o país todo está na expectativa do que nós todos podemos conseguir agora”, relata.

Sobre o próprio jejum de gols, o atacante do Palermo garante estar tranquilo: “Estou fazendo, pelo que me parece, um bom trabalho para o Uruguai, para a seleção. Os gols logo chegarão”.

Cavani, que se destaca na recuperação de bolas, diz que está satisfeito com o papel dele na seleção: “Em uma competição tão importante como é o Mundial conta muito a parte física, e se tem que trabalhar também a marcação. Acho que o técnico está gostando do meu trabalho”.

O defesa Jorge Fucile, que realizou um trabalho extraordinário na zaga uruguaia, mas palabras de Tabárez, prevê trabalho no jogo contra Gana. “Vai ser difícil, físico, vai ser uma partida de ida e volta, mas acho que todos querem a vitória”.

“Temos que jogar com inteligência porque eles são jogadores fortes e rápidos, como mostraram contra os Estados Unidos”, conclui.