O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), descartou a possibilidade de convocação do Congresso em julho, que representariam gastos extras de R$ 15,2 milhões só com o pagamento de deputados e senadores. Num esforço
concentrado do Congresso há condições para votar as matérias mais urgentes ainda no início de julho, afirmou o senador. Ele destacou a reforma do Judiciário, o projeto de Biossegurança, a Lei de Falências e as Parcerias Público-Privadas (PPP). “São matérias muito complexas que demandam muitas sessões para aprovar. São mais de 100 emendas e destaques que temos em cada uma delas”, ressaltou.

Sarney ainda considera possível apreciar em plenário a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz em 5.062 o número de vereadores no país. Segundo ele, se a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deliberar sobre as duas emendas à matéria, amanhã, Sarney considera possível colocar em plenário até quarta-feira (30). Segundo Sarney, o líder do PFL, senador José Agripino, pediu pressa na votação até o dia 30, “para tirarmos este assunto de pauta de um jeito ou de outro”.

Ele negou que tenha qualquer encontro hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), para discutir uma agenda de votação a fim de desobstruir as pautas das duas Casas. A realização do encontro foi anunciada pela líder do PT no Senado, Ideli Salvati (SC).

Hoje a noite, Lula e Sarney participam de um jantar na casa de João Paulo, juntamente com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, e outros representantes do Judiciário. Segundo Sarney, trata-se de um “compromisso social” que não tem nada a ver com o recesso parlamentar do Legislativo.