Na primeira aparição pública depois da indicação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para disputar a Presidência da República, o prefeito da capital paulista, José Serra (PSDB), foi, mais uma vez, evasivo ao responder sobre o futuro político.

Depois de inaugurar o primeiro projeto de integração de escola e clube municipal, no Tatuapé, zona leste da capital, no início da tarde hoje, Serra disse que este tema (eleição para governador) não está posto.

"Eu não vou ficar entrando nele todos os dias, mas a especulação é livre para ser feita", argumentou. Ele disse que responderia apenas sobre temas da cidade. Porém, criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com Serra, a limitação do Orçamento federal para a área da saúde traz graves dificuldades neste setor, principalmente para as instituições filantrópicas, tais como a que mantém o Hospital Santa Marcelina.

"É indevido usar os recursos da saúde para outros programas federais, tais como o de alimentos. O governo federal não está cumprindo a emenda constitucional (para este setor), promulgada no governo FHC", criticou.

No evento, ocorrido no Clube da Cidade Tatuapé, o prefeito de São Paulo recebeu o apoio da vereadora Myriam Athiê (PSDB), caso resolva atender aos apelos da base do partido no Estado para disputar a sucessão de Alckmin.

Myriam salientou a importância de Serra à frente da Prefeitura, mas disse que ele terá o apoio total do Tatuapé, se pretender concorrer nestas eleições. Sobre esta manifestação, o prefeito desconversou, novamente, e não entrou no assunto.

Serra não quis se manifestar a respeito de um cartaz escrito por uma mãe do conselho da escola local que agradecia a ele por não ter se candidatado a presidente e, desta maneira, não ter abandonado a administração municipal.