Jovens de 16 a 24 anos das comunidades de renda mais baixa do estado farão, a partir de novembro, cursos nas áreas de piscicultura e da indústria do Carnaval. Os cursos fazem parte do programa Escola de Fábrica do Ministério da Educação e vão capacitar 400 alunos para o ingresso no mercado de trabalho. Os projetos são desenvolvidos em parceria com empresas e organizações locais voltadas para a geração de emprego da região.

Em Nilópolis, na Baixada Fluminense, os alunos poderão fazer cursos para a confecção de fantasias e adereços, carpintaria, ferragem e escultura, entre outros ? todos voltados para a produção de um desfile de escola de samba.

Antes mesmo de começarem as aulas, uma garantia: vão trabalhar para o Carnaval que a escola de samba Beija-Flor vai apresentar na avenida em 2006. Como Cyntia Farias de Araújo, que aos 16 anos disse esperar ser estilista e por isso fará o curso de serviços de costura. Algumas pessoas da família dela já trabalham para a Beija-Flor e Cyntia revela o motivo de sua animação: "Saber que eu posso fazer a fantasia da minha ala e ver pessoas desfilando com a fantasia que eu fiz; depois, ver a escola ganhando. Eu já tenho orgulho porque a minha mãe faz também. Quando chegar a minha vez, ficarei mais orgulhosa ainda", disse.

Já nos municípios de Cabo Frio, Angra dos Reis, Paraty e Cachoeiras de Macacu, os jovens terão aulas de produção e comercialização de moluscos, rãs e pescado, culinária litorânea e roteiros alternativos para o turismo pesqueiro, entre outros.

A diretora nacional do programa Escola de Fábrica, Jane Bauer disse que os cursos são definidos com base nos interesses da economia local e no alcance social. "Eles são propostos a partir da comunidade. Verificamos a viabilidade econômica e social do curso e depois, a inserção desses jovens no mercado de trabalho proporcionará melhor condição de vida para elese as famílias", explicou.

O programa Escola de Fábrica começou em setembro e já está instalado em 19 estados. As aulas, dependendo dos cursos, duram de seis a 12 meses. Os alunos precisam comprovar que estão matriculados no ensino básico e que integram famílias com renda de um salário mínimo e meio por pessoa. A chamada de alunos para a segunda fase do programa vai começar em fevereiro.