O mercado de juros continuou nesta sextaa-feira (11) seu movimento de baixa oscilação de taxas e liquidez pouco exuberante. No encerramento dos negócios, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), projetava taxa de 14,42% ao ano, ante 14,39% ao ano do dia anterior.

Por um lado, os fundamentos da economia brasileira continuam bons e a inflação está sob controle. De outro, contudo, as Bolsas operam em queda em Nova York, levando consigo a Bolsa de Valores de São Paulo, e o dólar apresenta alta.

Com isso, os contratos com vencimento mais curto tendem à estabilidade, por já haverem incorporado a aposta de um novo corte na taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária.

O mercado vem seguindo assim nos últimos dias. Quando há uma pressão negativa do exterior, as taxas mais longas até sobem, mas sem exagero, como ocorreu hoje com o DI para janeiro de 2008. No geral, mantêm-se o passo de bolero, dois para lá, dois para cá, dependendo da direção do dia, que vem sendo dada pelo quadro externo, temperado pelas incertezas em relação à desaceleração da atividade econômica mundial e da política monetária dos principais países do globo, com foco sobretudo nos EUA.