O mercado iniciou o pregão com duas notícias favoráveis à continuidade da queda dos juros futuros. A inflação medida pelo IGP-DI ficou abaixo das previsões e a produção industrial de outubro avançou menos do que o previsto. Essa combinação de fatores deve alimentar o fluxo aplicador em juros, verificado ontem no mercado. E, embora ainda haja muita expectativa em relação ao que a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tem a dizer amanhã, é possível afirmar que esses números colocam de volta no páreo a aposta em um corte de 0,5 ponto porcentual da taxa Selic em janeiro de 2007.

Os dois indicadores de hoje (inflação em baixa e produção industrial tímida) sugerem que há espaço para o Banco Central prosseguir no ciclo de alívio monetário. E, para alguns operadores, colocam à prova a tese de que o placar dividido da última reunião do Copom indica que o ritmo de corte de juros será reduzido em janeiro.

O ambiente internacional, que registrou uma recuperação importante ontem, deve ser fundamental hoje para que o movimento de queda de taxa de juros prossiga. De todo modo, operadores consideram que houve uma melhora expressiva no ambiente, o que alimentará a disposição dos investidores a aplicar em contratos de depósitos interfinanceiros (DIs).

No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros, às 10h10, o contrato futuro de DI de janeiro de 2008, o mais negociado, projetava taxa de 12,65% ao ano, ante fechamento ontem a 12,66%. O DI de janeiro de 2009, com menos negócios, também apresenta leve recuo das taxas, a 12,80% ao ano (12,81% ontem).