A procuradoria-geral de Justiça do Rio Grande do Sul recebeu ontem um pedido de prisão do líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile. Em discurso feito no município de Canguçu, na quarta-feira, Stédile convocou todos os sem-terra e pequenos agricultores do País para uma guerra contra latifundiários. “A luta camponesa abriga hoje 23 milhões de pessoas. Do outro lado há 27 mil fazendeiros. Essa é a disputa”, discursou Stédile.

A repercussão não demorou. Ontem mesmo, após a publicação das declarações, a Federação da Agricultura no Rio Grande do Sul (Farsul) e o presidente da Comissão da Agricultura da Assembléia Legislativa, deputado Jerônimo Goergen (PP), encaminharam notícia-crime solicitando que o Ministério Público Estadual promova ação penal, com pedido de prisão preventiva contra Stédile por crimes contra a paz pública. (Terra)