Recife – Agentes, investidores e especialistas em geral do setor elétrico debatem nesta sexta-feira (13) procedimentos para leilões de energia proveniente de fontes alternativas. A discussão ocorre em Recife, com a presença de representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia.

A idéia do Seminário para Investidores em Fontes Alternativas de Energia é apresentar o processo que vai viabilizar o primeiro leilão do gênero no país, no dia 24 de maio, por meio da internet, sob  coordenação da Aneel.

A energia a ser ofertada, superior a 4,5 mil megawatts, vem de três fontes: são 77 pequenas centrais hidrelétricas, 42 usinas de biomassa (origem vegetal, sendo 41 utilizando bagaço de cana-de-açúcar) e 24 de energia eólica (vento).

Segundo Edvaldo Santana, diretor da Aneel, a expectativa com o leilão é aumentar a oferta de energia elétrica de fontes renováveis.

?Ao mesmo tempo, queremos incentivar que novas usinas de fontes alternativas sejam construídas, já que existe uma previsão de crescimento expressivo da demanda para os próximos anos. Somente na Aneel existem mais de 100 projetos de usinas autorizados, mas os empreendimentos não foram construídos por falta de contrato de venda de energia?, explica.

O coordenador de comercialização de energia elétrica da Escola Politécnica de Pernambuco, Reive Barros, destacou que uma das vantagens da diversificação da matriz energética a partir de fontes alternativas é evitar a emissão de gás carbônico.