O Brasil gasta 4,1% do PIB em educação, atingindo um desempenho digno de elogios no atendimento de crianças nas faixas etárias de 4 a 6 anos, 7 a 14 anos e 15 a 17 anos, em cujos grupos as proporções de indivíduos na escola atingem 61%, 96% e 83%, respectivamente.

As evidências das disparidades persistentes na política educacional situam-se nos extremos: na faixa de até 3 anos apenas 9,4% da população dispõe de creches e estabelecimentos de ensino infantil, e apenas 15% da faixa de 18 a 24 anos têm acesso ao ensino de terceiro grau.

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e da Valorização do Magistério (Fundef), criado para dar suporte ao ensino, vai expirar no próximo ano. O governo Lula está propondo um novo fundo, incluindo a mudança do nome para Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb), como se essa fosse a única virtude da gestão pública: mudar a nomenclatura de seus projetos.

Enfim, é o fundo quem cobre as despesas da educação pública, do giz usado em sala de aula ao salário do professor. Contudo, o resumo da questão pode ser identificado no fato óbvio de que nosso estágio de ensino público é inferior aos do México, Argentina, Paraguai e Chile, para ficar na América Latina. A lição não está bem feita.