Líderes e presidentes dos partidos aliados e de oposição ao governo fecharam há pouco acordo para votar em três dias na Comissão de Constituição e Justiça do Senado o projeto para moralizar e reduzir o custo das campanhas eleitorais já a partir de 2006.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que o Senado mais uma vez vai fazer sua parte porque "se antes da reforma eleitoral era uma conveniência, hoje ela é uma exigência da sociedade". O debate das novas regras eleitorais está send o feita a partir do projeto de lei apresentado pelo presidente do PFL, Jorge Bornhausen.

A idéia é que os senadores aprovem as mudanças até no máximo o dia 22. A pressa é para dar tempo à Câmara de analisar as alterações moralizadoras propostas pelo senado em tempo de serem aprovadas até 30 de setembro, prazo final para a definição das regras para as eleições gerais de 2006.

Já há praticamente consenso no que se refere proibir as grandes produções, como os showmícios e reduzir o tempo da campanha leitoral e o período de exibição do programa gratuito no rádio e tele visão. O relator da proposta na CCJ será o senador José Jorge (PFL-PE) e contam com o apoio do senador José Sarney que participou do encontro.

"Todas as propostas são muito boas e necessárias porque chegamos ao fim do ciclo de um modelo que se extinguiu porque se corrompeu", disse Sarney.