Os valores dos saques nas agências do Banco Rural citados pelo presidente regional do Partido dos Trabalhadores (PT) no Distrito Federal, Vilmar Lacerda, não correspondem aos valores da lista apresentada pelo empresário Marcos Valério. De acordo com o empresário, entre setembro e outubro de 2003, o presidente regional do PT teria pegado R$ 235 mil. Vilmar Lacerda, no entanto, afirma que recebeu R$ 381 mil.

"A lista do Marcos Valério não é a verdadeira. Os saques foram: um de R$ 50 mil, um de R$ 100 mil e um de R$ 35 mil. E vieram mais recursos em espécie [R$ 196 mil ] colocados pelo ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares", explicou.

Em depoimento hoje (5) à Polícia Federal (PF), Vilmar Lacerda afirmou que o dinheiro sacado no Banco Rural pertencia ao caixa 2 do partido. "[O dinheiro ] Não foi declarado à Receita Federal nem ao TRE", disse.

O presidente regional do PT-DF afirmou que não conhece o empresário Marcos Valério, apontado como o operador do esquema de pagamento a parlamentares. "Não conheço o Marcos Valério, nunca tive contato com ele e não sabia dessa relação do Delúbio Soares com as empresas dele", reafirmou. "Fiz tudo de boa-fé." Vilmar Lacerda se comprometeu a levar os comprovantes dos gastos do partido e do uso do dinheiro à PF.