A Secretaria de Estado da Saúde ampliou muito os investimentos em Londrina nos 20 primeiros meses do governo Requião. Desde o início, a atual gestão do governo estadual tem intensificado esforços para garantir o atendimento à população na região. Somente no combate à dengue, de janeiro a abril de 2003, foram aplicados cerca de R$ 850 mil a mais do que eram gastos anteriormente. No mesmo projeto, de julho do ano passado até agora, foram investidos mais R$ 60 mil mensais no combate à doença, o que significou a redução dos casos de 5.845 em agosto de 2003 para três no mesmo mês deste ano, já que em 2002 nenhum trabalho de prevenção havia sido realizado.

Anteriormente, um investimento desse porte nunca havia sido feito no combate à dengue. “Em um ano e meio de governo, a saúde de Londrina recebeu mais investimentos do que nos oito anos do governo anterior”, afirmou Martin. “A principal diferença é que agora o Estado está investindo na saúde de Londrina, enquanto antes a maioria esmagadora dos serviços e equipamentos eram terceirizados”, completou a diretora da 17ª Regional de Saúde de Londrina, Wania Gutierrez.

“Mesmo Londrina tendo gestão plena em Saúde, ou seja, recebendo toda a sua verba diretamente do Ministério da Saúde, ainda assim estamos investindo cada vez mais no município”, afirmou o diretor de Sistemas de Saúde da Secretaria da Saúde, Gilberto Martin.

A última ação do governo do Estado para Londrina ocorreu na semana passada, com a definição do financiamento dos oito leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal no Hospital Infantil, que pertence à Santa Casa, enquanto não sair o credenciamento pelo Ministério da Saúde. “Pagaremos administrativamente o funcionamento dos leitos até que o credenciamento no Ministério da Saúde seja efetivado. É mais uma das inúmeras ações deste governo para Londrina”, disse Martin.

Para que os oito leitos estejam à disposição da população, basta que a Santa Casa concretize a contratação dos funcionários. No acordo feito em junho entre a Secretaria e a Santa Casa, ficou acertado que a Secretaria entraria com os equipamentos e com o pedido de credenciamento dos leitos junto ao Ministério da Saúde.

Para garantir o funcionamento dos leitos serão gastos cerca de R$ 50 mil por mês, além dos R$ 150 mil para a compra dos equipamentos. “Fizemos muito mais do que a nossa parte. Entregamos os equipamentos, fizemos o pedido ao Ministério e ainda vamos garantir o funcionamento até que os leitos sejam credenciados no SUS, mas também é necessário o apoio da prefeitura”, lembrou Martin.

Somente no ano passado, entre o cadastro de novos leitos e as reclassificações, o número de leitos de UTI no Estado aumentou em cerca de 25%. No total foram 233. Com isso, a oferta de leitos foi ampliada, novos equipamentos foram disponibilizados e credenciamentos estão sendo negociados diretamente com o Ministério da Saúde. Desta maneira, a saúde também é beneficiada em Londrina, já que diminui na cidade o fluxo de atendimentos de pacientes de outros municípios.

Cerca de 27 leitos de UTI a mais foram destinados apenas para Londrina e região nesta gestão. Além disso, a Secretaria aguarda a liberação do credenciamento de mais 130 novos leitos, que estão tramitando no Ministério da Saúde. Entre os novos leitos que aguardam liberação estão os oito da Santa Casa de Londrina. Uma articulação da Secretaria com o Ministério da Saúde garantiu, desde julho, a reclassificação de leitos do Hospital Evangélico do município. Esta ação aumentou a receita do hospital em R$ 79 mil por mês.

O Cismepar, consórcio de saúde da região, recebe uma verba de R$ 40 mil para ampliar a oferta de consultas e exames especializados, assim como o Hospital Universitário da cidade e a Santa Casa recebem mensalmente, cada um, R$ 100 mil da Secretaria da Saúde para auxilio no custeio das despesas e para investimentos no hospital. Esta é uma ação inédita, já que o valor é apenas para auxílio nas contas e para investimentos na infra-estrutura. No HU esse valor é extra, ou seja, não é contabilizado no repasse que ele recebe pelos atendimentos do Sistema Único de Saúde ou da Secretaria de Ciência e Tecnologia.

O Hospital Universitário e o Hospital Evangélico receberam um repasse de equipamentos avaliados em R$ 1,8 milhão para gestação e nascidos de alto risco. O material vai desde berços aquecidos e oxímetro de pulso (para monitorização de batimentos cardíacos) até aparelhos para a realização de ultra-sonografia. A 17ª Regional de Saúde também gerencia seis respiradores para atendimentos de urgência e emergência na região.

A Universidade Estadual de Londrina também deverá receber consultórios para saúde bucal, equipados com raios-X. Eles funcionarão como Centros de Excelência no atendimento da população para este tipo de saúde.

Na área de atendimento de urgências, o Governo do Estado renovou a frota do Siate do município, que já ultrapassava sete anos de uso, além do envio de cinco ambulâncias para unidades do município. Uma para o Hospital Zona Norte, outra para o Zona Sul, uma para o HU, uma para o Cismepar e a última para a Regional de Saúde.

“A ambulância da Regional de Saúde e a dos Hospitais Zona Norte e Zona Sul estavam totalmente ultrapassadas. Elas foram entregues em 1988 e o Cismepar, consórcio de saúde da região, nunca teve uma ambulância entregue pelo Governo do Estado”, afirmou Wania. O valor para a compra das cinco ambulâncias foi de quase R$ 330 mil.

Os Hospitais Zona Sul e Zona Norte também recebem anualmente R$ 3, 6 milhões, além de terem 70% de sua folha de pagamento paga pelo Estado. Com esse valor é possível pagar o restante da folha, fazer os custeios necessários e ainda investir em obras e melhorias de ambos os hospitais. Eles também receberam dois respiradores. Além disso, um processo licitatório já está em curso para a compra de equipamentos para ambos os hospitais. O valor é de R$ 199 mil. Serão entregues desde respiradores e eletro-cardiógrafos até monitores cardíacos.

A Secretaria da Saúde também está empenhada na construção e implantação da Unidade de Queimados em Londrina. O projeto arquitetônico está em fase de conclusão. Logo após ocorrerá a licitação para a obra, que já tem cerca de R$ 1,5 milhão previstos no orçamento de 2004. Esta será a segunda unidade do Estado, a primeira fica no Hospital Evangélico, em Curitiba. A previsão é que a construção tenha início no ano que vem.