O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu a manutenção da meta do superávit primário (a diferença entre o que o país arrecada e o que paga, sem levar em conta a dívida pública) em 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Para o ministro, a elevação do superávit significaria "dar um tiro no pé" e traria menos investimentos para o país, sobretudo na área social.

"Não tem nenhum sentido aumentar o superávit. O que nós precisamos é, com um superávit de 4,25%, dar conta de sinalizar para o mercado interno e para o mercado externo que o Brasil tem responsabilidade fiscal. O presidente Lula não abrirá mão de manter essa responsabilidade fiscal, mas não tem sentido isso (aumentar o superávit)", afirmou Marinho, durante café da manhã com jornalistas.

Questionado sobre a hipótese de a equipe econômica cogitar o aumento, o ministro afirmou que "quem manda na equipe econômica é o presidente Lula".