O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que hoje que, pelo fato de não ter tido a
oportunidade de cursar uma universidade, tinha "obrigação política, moral e ética" de fazer com que os seus ministros e autoridades brasileiras compreendessem a necessidade de tratar o dinheiro investido na educação "como um investimento e não como um gasto".

Ao discursar para uma platéia de estudantes em Garanhuns (PE), Lula afirmou que foi preciso um metalúrgico assumir o poder "para resolver o problema da educação no Brasil".

Ele citou como obras promissoras de seu governo o Programa Universidade para Todos (ProUni), que visa facilitar o acesso de estudantes carentes ao ensino superior, e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), destinado a investir na educação infantil e nos ensinos médio e fundamental.

Ele lembrou que até o final de seu mandato serão instaladas 32 extensões das universidades federais em todo o país.

Sobre a Unidade Acadêmica de Garanhuns, que começa a funcionar em setembro, o presidente destacou que ela ajudará no desenvolvimento do agreste pernambucano e reduzirá "consideravelmente" o processo migratório de jovem de Pernambuco em busca de formação profissional à outras regiões do país.

Lula disse ainda que a inauguração de novas universidades no Nordeste brasileiro representa mais um passo para acabar com o preconceito contra o nordestino. "Eu sonho em criar as possibilidades para que o Nordeste tenha as mesmas condições que os melhores lugares deste país. Precisamos pensar no Brasil globalmente, regionalmente e setorialmente para que a gente tenha a totalidade da necessidade do povo", finalizou.

A sede provisória da Unidade Acadêmica de Garanhuns funcionará provisoriamente no Colégio XV de Novembro, localizado no centro de Garanhuns. Serão oferecidos, inicialmente, cursos de agronomia, zootecnia, medicina veterinária e normal superior. Os alunos deverão ser transferidos para a sede definitiva em 2007, quando está prevista a conclusão das obras, que iniciam no próximo mês.

Quando concluído, o novo pólo de Garanhuns atenderá cerca de dois mil estudantes. A implantação do campus foi objeto de convênio entre o Ministério da Educação e a UFRPE e movimentou recursos da ordem de R$ 8 milhões.