Depois de mais de oito meses de negociação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou um reajuste salarial de 23% para os militares, sendo 13% a partir de outubro e 10% a partir de agosto do ano que vem. Os militares queriam 23% de imediato, como tinha sido prometido pelo governo no fim do ano passado, mas acabaram concordando com o aumento em duas etapas.

O vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, divulgou uma nota para explicar o reajuste. "Esta decisão representa realmente considerável esforço para atender às justas aspirações das Forças Armadas, ainda que com enorme sacrifício orçamentário", diz o texto.

"Permito-me, como ministro da Defesa, exortar a todos os militares que compreendam esta decisão como a melhor a que se poderia chegar."

A fórmula do aumento foi definida na noite de ontem (05). A equipe econômica concordava com apenas a concessão de 13% a partir de setembro ou outubro, assim mesmo, em duas parcelas: 7% neste ano e 6% no ano que vem. Lula, porém, estava preocupado com a insatisfação dos militares num momento em que o governo as tensões da crise política provocada pelas denúncias de corrupção.