O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste sábado (16), no Nordeste, Ney Suassuna (PMDB-PB) – um dos três senadores acusados de integrar a máfia dos sanguessugas – e atacou o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Em comício em João Pessoa (PB), ele disse que o povo estava acostumado com ‘senhores de engenho’ no poder, mas resolveu fazer ‘justiça’ a Suassuna. "Ney Suassuna foi um senador leal e teve comportamento decente. Se ele cometeu algum erro, tem o direito de se defender ser julgado e depois, condenado", afirmou o presidente. "Não podemos aceitar o julgamento dos nossos adversários. Se a gente fosse aceitar o julgamento deles, eu já estaria morto.

Lula justificou a ausência de Suassuna por "problemas internos dele no Estado". E assegurou que não pediu nem recomendou ao senador que evitasse ficar ao seu lado.

O presidente chamou ACM de ‘hamster do Nordeste’ em comício na cidade de Feira de Santana (BA), sem mencionar o senador. "Para alguns ele era o leão do Nordeste, para mim é o hamster do Nordeste. Não é nenhum leão", afirmou. Ele atacar a oposição dizendo que, se os adversários "já temiam comparar 4 anos de governo com 8 (em referência às duas gestões de Fernando Henrique Cardoso), imagine comparar 8 anos com 8".

"Não é possível que um Estado tenha gente que aja com tanta grosseria política. Especialmente com barba e cabelo branco. Ele (ACM) estava acostumado a chegar na Presidência e dar tapa na mesa." E garantiu que tem o apoio do povo baiano, mas "os senadores da Bahia atrapalham".

Também sem citar nomes, Lula atacou o deputado ACM Neto (PFL-BA) neto do senador, acusando-o de se apropriar de programas do governo federal como o Luz Para Todos. "Aqui vocês têm um deputadinho, um baixinho. É o pequenininho ", criticou. Segundo Lula, ACM Neto teria escrito a um prefeito baiano para dizer que graças a ele a cidade teria o Luz Para Todos. Colaborou Tânia Monteiro.