Brasília – Ao participar, em Luziânia (GO), do 1º Congresso Nacional de Agricultura Familiar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a destacar a importância desta atividade para redução do desemprego no país. Em discurso, Lula afirmou que é prioridade do governo dar às famílias asssentadas no Brasil condições para viver dignamente, sem ter de deixar o campo para morar na periferia de um grande centro urbano em condições desumanas.

O presidente destacou que os compromissos assumidos com os trabalhadores familiares, desde a campanha eleitoral, estão sendo cumpridos. Segudo Lula, em quase 35 meses, o governo conseguiu aumentar significativamente o valor do crédito rural, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Na safra 2005/2006, por exemplo, familiares de agricultores rurais poderão tomar emprestado R$ 9 bilhoes, valor três vezes maior do que o liberado na safra passada.

Ao falar para uma platéia de agricultores, assentados e extrativistas, o presidente destacou que o governo está conseguindo nacionalizar a distribuição dos recursos disponíveis para o Plano Safra, que, no governo anterior, estava concentrado em sua maior parte na Região Sul. "No Nordeste, saímos de 285 mil contratos, no Plano Safra 2002/2003 para 568 mil contratos, e, na Região Norte, de 35 mil para 98 mil contratos, quase três vezes mais", disse Lula.

Aproveitando a presença de convidados estrangeiros no 1º Congresso Nacional de Agricultura Familiar, Lula voltou a defender a importância dos países ricos reduzirem os subsídios agrícolas cobrados dos países mais pobres. "Se os países ricos não diminuírem os subsídios, continentes como a África terão muito mais dificuldade para se desenvolver", afirmou. A disputa tem que ser mais igual, mais justa para aqueles que estão mais atrasados do ponto de vista científico e tecnológico. A agricultura é a única oportunidade para os países mais pobres terem acesso aos mercados internacionais", defendeu.