O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu no VI Fórum Global sobre
Reinvenção do Governo, em Seul a tese de que a boa política econômica tem de
combinar a racionalidade das soluções técnicas com a compreensão das demandas
sociais legítimas. "O bom governante articula razão e paixão", afirmou Lula,
enfatizando sua convicção de que o desafio da retomada do crescimento econômico
acelerado deve ser enfrentado sem gerar crises fiscais ou monetárias,
responsáveis pelo aumento da vulnerabilidade externa e da
desigualdade.

Lula argumentou que o bom governante deve ainda "ajustar os
instrumentos sem abandonar compromissos e convicções", ou seja, crescer com
estabilidade, distribuição de renda, abertura para o mundo e preservação da
capacidade produtiva autônoma. "Aqui estão alguns desafios para os países que
enfrentaram a industrialização tardia", disse. O presidente fez as observações
mostrando-se preocupado em vincular a superação desses desafios à consolidação
democrática das sociedades.

"Temos de ampliar o leque de nossas ações
econômicas com criatividade e sensibilidade social", afirmou o presidente. Neste
ponto, ele aproveitou a oportunidade para expor as ações de seu governo nessa
linha, entre as quais a valorização da agricultura familiar, os programa do
microcrédito, do crédito consignado em folha de pagamento e o Fome Zero.