O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse hoje que deverá continuar com a política econômica atual em um eventual segundo mandato. Em entrevista concedida à rádio CBN, ele sinalizou que manterá o atual ritmo de queda gradual nos juros. "Ela (política econômica) vai continuar a mesma e melhorando, porque nós estamos com a taxa de juros caindo, com a sociedade tendo uma renda", afirmou.

Segundo Lula, não há intenção de que seu governo corra riscos na economia. "Nós resolvemos que as coisas aconteçam paulatinamente", comentou o presidente, salientando que deseja que a taxa de juros caia gradativamente até que se consiga atingir um padrão que dê ao Brasil as mesmas condições de outros países. "Às vezes, um time, na euforia de marcar um gol, coloca todo mundo para frente, toma um contra-ataque, sofre um gol e perde o jogo. E nós não queremos perder o jogo", disse.

E continuou: "Quanto a gente senta na cadeira de presidente, a gente tem que tratar o País como se senta numa cadeira à frente dos seus filhos ou da sua mulher. Você não pode mentir para eles você não pode fazer falsa promessa a eles, precisa dizer o que pode fazer.

De acordo com Lula, a diferença entre as eleições de 2006 e 1998 quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito pela segunda vez à Presidência da República, é que, naquela ocasião, o então presidente foi "pego de surpresa, numa guinada no mercado que mudou o câmbio", numa referência à grande desvalorização do real frente ao dólar realizada meses após a eleição.

"Nós, agora, estamos numa situação totalmente de estabilidade e não vamos correr nenhum risco. Ou seja, o time está ganhando e a perspectiva é de o time dar goleada boa, porque as coisas estão sólidas", afirmou Lula. "O que nós fizemos nesses 44 meses de governo foi uma grande revolução neste País, em se tratando de macroeconomia. Há um tempo atrás, quando os Estados Unidos espirravam, nós pegávamos pneumonia. Hoje os Estados Unidos espirram e nós falamos saúde.